segunda-feira, 25 de maio de 2009

Absconditum Mentis


Vida, substantivo comum? Abstrato? Concreto? Ou por que não dizer próprio?
Há homens que se tornam hipocondríacos por um suspiro de compaixão, por uma derivação daquilo que o homem aprendeu a chamar de vida, daquilo que nega com suas enfermas e devotas ações ao reino da fábula.
A moralidade vem à face, em uma tendência de desejos transbordantes na mais solitária carne...no mais ardor anseio.

"Uma coisa apenas: essa densidade e essa estranheza do mundo, isto é o absurdo."
Albert Camus

domingo, 29 de março de 2009

Pereat mundus, dum ego salvus sim!

Sentir...olhar...

...eu visto o ar, eu calço o chão, enquanto vozes vertiginosas compõem e denotam o meu pensar.

Vivenciar...

...atributo este irreconciliável? Ausente peça intérprete de um andarilho despojado de cólera e grilhões?

Pulsar...

...entre as linhas da falácia presente na ação de enaltecer o vigoroso pulsar.

Desfrutar...saborear...

...a debilidade depascente do meu anseio e esperar...

...esperar...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Natura Non Facit Saltus


Frenesi existencial toma consciência de uma identificação, de linhas e traçados que conduzem a um labirinto minimalistico dos corpos que dançam e respiram movimentos aleatórios.

Revoluções injetam uma força eruptiva e enferma pelos rostos perdidos no movimento de águas famintas, força esta fecunda até os ossos, ignóbil aos que não anseiam viver sem máscaras.

E aqui me encanto tornar-me parte deste ritual, na passividade de tais anseios, de tais traçados de corpos passivos a bailar pelo que chamam de vida, ao que chamam de lar ou mesmo cidade.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Causus Bellis


Aqui me encontro, neste grande meio-dia nietzschiano, espargido como as “formas” de uma pintura de Cézanne, onde há de subverter uma sucessão austera de desejos demasiadamente inerentes à pólvora, ou seja, ‘causus bellis’.
Guerra esta, intrínseca até os ossos, até a alma sepultada de um silêncio furtivo e opulento, pois nada mais é de bom grado do que tal anseio.
Assim seja esta rejubilosa aurora laboriosa e insólita, esta falaciosa decisão de um novo amanhã.


"Ensinar os homens a morrer é ensiná-los a viver."
Montaigne

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Premeditatium Malorum


Afogado em uma opulenta e serena nostalgia, com sua leve brisa matinal e respiração ofegante; seduzido pela maquina sistemática do viver, pelo lúgubre sonho de voluptuosas paixões através desta massa cândida, onde pernas se movem mas não chego a lugar algum...
Estações passadas, ampulhetas quebradas, o gosto sempre se perde em cada amanhecer. Corpo efêmero rumo a um cume dispendioso que apresenta por fim um gosto de cinzas esparso, onde se alimenta dos escravos pensamentos embriagados de uma velha forma de vida; de uma velha ambulante e habitual carcaça.
Fustigar a instituição destas matizadas memórias andarilhas, destes cadáveres inflados de recordações, destes proprietários de um torpe legado.
Sejamos amantes, sejamos inimigos, palavras fazem todo trabalho, você ama, odeia, sorri e novamente se entrega a tudo isso....



"Não quero ser um génio... Já tenho problemas suficientes ao tentar ser um homem"
Albert Camus

domingo, 30 de dezembro de 2007

Pathos.

De repente um turvo olhar para um alguém inexoravelmente malogrado, uma breve respiração e um longo pensar nas beatitudes e descaminhos já percorridos.
Insólito despertar, furtivo de sua beleza desbotada pela sutil inocência oblíqua, despertar este, sobre o cada dia com a sensação de posse sobre o tempo e com isso sobre as coisas particulares e únicas de nossas vidas.
Outrora fui senhor dos meus passos, outrora fui senhor de um corpo e mente fértil de um grande júbilo.
Despojado pela laboriosa natureza dionisíaca, com sua dança, manifesta-se a mim a imagem de um homem inerente a sua condição humana, ao seu auscultar insaciável desejo de uma aurora já tão distante.
O que esperar de um amanha?
Nada...
...ou melhor...tudo.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Amor Fati


Fragmentos de vida passam pela cabeça, uma náusea sartriana entorpece o viver; a clássica fuga de um prazer momentâneo e patético vislumbra o longamente enfermo estado de vida.
Falso pulsar; desejo inexorável em sua hierárquica trégua continua a sangria do pulsar, a felicidade da chama que me consome, ao eterno retorno, ao começo contido do fim onde este é contido de começo...
A estrada sempre retorno, afogado no silêncio negro, inerente e passional do corpo, sempre se tornando um fruto desprovido nesta terra belicosa em busca de um Sol já sem nascente, onde vazo a cada dia pela conseqüência de meus atos...
À náusea retorno, meus olhos cessam e caem no esquecimento datado de um momento denominado pelo significado de “agora”.