quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

"Werde, der du bist"

Quando a nudez do mundo se mostra ávida aos olhos atentos, inexoravelmente esta os sufoca com sua malograda liberdade subjugada.
Pretérito árido em oposição ao fusquete de ações desta ambulante vivacidade passional, de um conjunto posterior de fragmentações.
Em uma ardilosa vivencia neste fragmento fatigado e atemporal, comumente chamado de dia, deste conjunto de alelos em decomposição chamado de vida...o despertar provoca continuação, e a continuação estabelece ao homem uma coisa: Simplesmente não há um amanhã.

domingo, 16 de maio de 2010

Tibi es pessimus iinimicus



Consumindo a pura beleza perdida na dor dos deuses, entre corações em chamas e lagrimas prometidas na noite negra dos amantes.
Liberar os corpos mortos do coração desta terra e alimentar a doce inveja, para que floresça entre os poetas, a mais bela morte.
Semear a ruína entre a paixão e a esperança, escravizando assim a possibilidade de sorrir e sentir a vida ou a morte.
Dar caprichos a sonhos e luxúrias para enchê-los de falsas canções a espera da destruição da felicidade, entre os consumidores do amor.
Clamar para que mintam aos olhos patéticos e seus corações roubados pela traição, desejando a cada beijo, a ilusão de ter o que se deseja.
E por fim...
Alimentar o ódio ao império dos sonhadores, acrescentando egoísmo em suas veias, abençoando assim a falsa criação...criando assim... o homem.

*Escrito originalmente como letra para Jeffrey Dahmer.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

La nausée

Acordo, reflito sobre o amargo gosto da fulcral aurora e repito a mim mesmo de maneira sartriana: "Eu existo, isso é tudo, e acho isso enjoativo."

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Quaeritur

Sorriso este, perdido por entre dias...


Sorriso este ...que canta, que dança, servo de um breve júbilo, que me afoga nessa fronte atemporal, neste cúmplice de devaneios meticulosos de uma nova era dionisíaca.
Sorriso este...sedutor, faustoso de si, amante inexoravelmente faminto de carne à deriva.


Sorriso este, perdido por entre noites...
...perdido entre palavras, perdido por entre este sorriso.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

L'étranger

...Fragmento de uma  'Antologia' corrosiva, floração, injeção de representações crônicas de figurantes sistemáticos, em uma sujeição entre seus corações inflados.

...sem exíguo, sem forma...

Meus olhos doem, queimam na sutil nostalgia sútil de um pernicioso tempo, queimam nesta velha matéria com a bestial aurora do novo; de falsas margens, que dão vazão a falsas certezas de rebanho; de produtos inanimados, cabalmente criados.
Não sou o eu de mim mesmo, sou o eu de palavras e mudas de outrora existência, celebrando o nascimento de um estrangeiro, de uma renovação saudosista...

...Sem norte, sem linhas...

...A instabilidade desconfortável de um mecanismo absconso, de uma revolução natural, decorre a cada inspiração/expiração; a cada poesia corrompida ou construída pela hospitalidade do ser, com uma paixão suicida e opulenta de anseios, que afagam como um áporo drummondiano...



"Não há normas. Todos os homens são excepção a uma regra que não existe".
Fernando Pessoa

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Stoicheion



Pitoresco protagonista goetheniano; fruição desenfreada de uma prosa anárquica, miraculosamente despida, protagonista de um eclipse existencialmente perene, dotado de representações crônicas no saudoso silêncio em decomposição e refinada escravidão bélica do pensamento...


...assim acordei hoje.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Absconditum Mentis


Vida, substantivo comum? Abstrato? Concreto? Ou por que não dizer próprio?
Há homens que se tornam hipocondríacos por um suspiro de compaixão, por uma derivação daquilo que o homem aprendeu a chamar de vida, daquilo que nega com suas enfermas e devotas ações ao reino da fábula.
A moralidade vem à face, em uma tendência de desejos transbordantes na mais solitária carne...no mais ardor anseio.

"Uma coisa apenas: essa densidade e essa estranheza do mundo, isto é o absurdo."
Albert Camus