sexta-feira, 6 de novembro de 2009

L'étranger

...Fragmento de uma  'Antologia' corrosiva, floração, injeção de representações crônicas de figurantes sistemáticos, em uma sujeição entre seus corações inflados.

...sem exíguo, sem forma...

...Meus olhos doem, queimam na sutil nostalgia sútil de um pernicioso tempo, queimam nesta velha matéria com a bestial aurora do novo; de falsas margens, que dão vazão a falsas certezas de rebanho; de produtos inanimados, cabalmente criados.
Não sou o eu de mim mesmo, sou o eu de palavras e mudas de outrora existência, celebrando o nascimento de um estrangeiro, de uma renovação saudosista...

...Sem norte, sem linhas...

...A instabilidade desconfortável de um mecanismo absconso, de uma revolução natural, decorre a cada inspiração/expiração; a cada poesia corrompida ou construída pela hospitalidade do ser, com uma paixão suicida e opulenta de anseios, que afagam como um áporo drummondiano...



"Não há normas. Todos os homens são excepção a uma regra que não existe".
Fernando Pessoa

7 comentários:

Sobre a autora disse...

Um corpo fértil fatalmente carrega consigo essa sensação de não-pertencimento, esse estrangeirismo. Acho que o campo também pode ser bastante fértil, às vezes; tudo depende do referencial.

Gostei do post!
;)

Ps: arriscando um comentário. Não sei se era bem isso, mas...

Capitu disse...

Demorei um século pra postar, minhas teorias e textos andam com idéias meio defasadas.. Só postei porque sonhei com aquilo, veio de graça.


Agora cá estou eu, perdida nas tuas palavras.. Tem como seguir várias idéias e conceitos diferentes, do início ao fim.. Tem como me direcionar??

Capitu disse...

Agora fez mais sentido e ficou até interessante ;x Rs..

Só concluo que estamos em constantes mudanças, o que somos exatamente agora, no segundo adiante já não somos mais. Achei que a frase de Fernando Pessoa fechou perfeitamente o post, parabéns :]

Capitu disse...

Cade o post do ano novo?
Sinto que o próximo será inspirador ;]

Chaiara disse...

Alguém que um dia criou o certo e o errado, só esqueceu de dizer pro mundo que isso era no seu ponto de vista. Crescemos ouvindo o que pode e o que não pode ser feito. Aprendemos a viver cercado de normas. Acho que é por isso que não nos contentamos com a simplicidade, temos necessidade de mudar, de um dia gostar do rosa e no outro preferir o lilás. E se não vivermos em constantes mudanças vamos virar robôs do cotidiano. A necessidade de correr riscos mesmo conscientes de que vamos fraquejar nos faz uma exceção da normalidade. É isso que nos torna vivos.

Gosto do jeito que você mexe com a cabeça de quem lê... Você faz o que parece óbvio se transformar no inusitado. Posso ter viajado :S mas foi a primeira coisa que me veio à cabeça quando li (:

Chaiara disse...

Ah, fiquei feliz por ter chegado mais perto :)

Sabe, eu queria sentar e escrever algo assim, como você escreve. Mas não sei, acho que todo aquele romantismo me persegue e eu não consigo me livrar disso! :S

Bianca Sousa disse...

afinal, qual é a medida? me diga quem mediu!

e todos se sentem peixes fora d'agua. ironico, porém verdadeiro.